Entrevista concedida à Revista UP!

Entrevista concedida à Revista UP!

Entrevista concedida para 17° edição da Revista UP!, na seção “Coluna Profissões”, págs. 112 e 113. (junho de 2009, editora Escala – Distribuição para todo Brasil).

Entrevista concedida à Revista UP!

Entrevista na íntegra:

Coluna Profissões

Nathalia Wigg é uma artista surpreendente. Desenha, pinta, atua, e, sobretudo, escreve. Graduada em Letras e cursando uma pós em Língua Portuguesa, ela acumula prêmios desde que começou a participar de antologias da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) e há pouco lançou o seu primeiro trabalho em livro, intitulado “Essência Azul- O sagrado caminho das estrelas”. Nas linhas que seguem, um pouco sobre o dia-a-dia e o trabalho desta carioca que esbanja talento, simpatia e beleza. (Jornalista Luis R. Lopes)


Você desenha, pinta, compõe, já atuou no teatro, escreve poemas, contos, crônicas e letras de música. Tudo isso no auge dos seus 24 anos de idade. Quando e como foi que essa trajetória teve início?
Eu fui uma criança muito introspectiva; pensava e refletia sobre a essência das coisas constantemente. Acredito que o forte contato com esse mundo interno, fez com que eu enveredasse pelos diversos campos da arte. Desde garotinha, tentei encontrar a melhor forma de expressar a minha alma e as minhas idéias; acabei por encontrá-la na literatura.


E como surgiu o interesse pela literatura?

Não sei ao certo quando surgiu. Talvez venha até de outras vidas, quem sabe. Posso dizer que esse interesse foi literalmente enraizado depois de um sonho que tive aos 11 anos de idade. Sonhei com um mago, conversamos durante algum tempo, e, quando acordei, lembrava de uma história belíssima que nunca tinha ouvido falar antes. Tenho me preparado muito para escrever esse romance. No momento certo, ele surge.


E quais são os autores(as) em quem se espelhou? Por quê?
Tudo que escrevo vem muito de dentro. A nossa bagagem de vida é fonte principal de inspiração. Bem, tem autores que admiro muito e, com certeza, são referências importantes. Robert Kastenbaum, Eckhart Tolle, Paulo Coelho, Carlos Castañeda, Antoine de Saint-Exupéry, Nietzsche, Clarice Lispector são alguns deles.


“Essência Azul – O Sagrado Caminho das Estrelas”, de 2008, é o seu primeiro livro publicado. Como tem sido a aceitação desse trabalho até aqui?
Tem sido boa. O livro tem recebido bastante elogio. é realmente gratificante saber que, de alguma forma, os contos de “Essência Azul” têm ajudado as pessoas.


Todos sabemos que vender livro no Brasil é uma tarefa árdua. Como você tem feito para divulgar o material?
A principal fonte de venda é através do meu site. O livro também é vendido em algumas livrarias. O trabalho de divulgação é árduo, mas a internet é democrática. Ter uma assessora e um conhecimento de marketing também ajuda.


Em seu site pessoal (www.nathaliawigg.com.br) você conta que o livro é resultado de anos de estudos, experimentos, pesquisas e insights. Conte-nos um pouco sobre como foi o processo de composição dessa obra.
Virei muitas noites até finalizar esse livro. De certa forma, coloquei no papel tudo que aprendi e vivenciei através de mensagens em sonhos, mensagens espirituais, mensagens da própria vida no dia-a-dia. Cursar uma faculdade de Letras, e freqüentar um consultório de psicanálise por mais de 5 anos, foi extremamente importância também.


Como é o dia-a-dia de uma escritora?

Muito trabalhoso e inspirado. Um dia passei 17h trabalhando, só parei pra comer. Comecei às 3h da tarde e fui até as 8h da manhã. Produzi textos, fiz contatos, tracei planos de divulgação. Às vezes acontece isso, mas procuro, na maior parte dos dias, encontrar o equilíbrio ideal.


O que você pensa sobre os e-books?
Acho uma alternativa interessante; mais um meio de divulgação. Entretanto, por enquanto, não está nos meus planos.


Descobrimos que você também trabalha como colunista e participa de alguns sites sobre literatura. Na sua opinião, como o escritor de hoje deve se relacionar com a grande rede e como você analisa o debate literário nesses espaços?

Acredito que o escritor pode e deve explorar os caminhos da internet. O contato com o leitor acaba por se tornar maior, a troca de conhecimento é dinâmica e são inúmeras as opções de divulgação. Os debates literários, dependendo do site, são riquíssimos. Tem muita gente boa e talentosa por aí.   


Qual a sua opinião sobre a reforma ortográfica e como ela tem afetado o seu trabalho?

Acho a reforma ortográfica desnecessária. Acredito que deveriam dar prioridade a melhorias na educação que, infelizmente, é bastante precária. Mas acho importante a pessoa se atualizar; é o que tenho feito. A reforma não tem afetado o meu trabalho, pois vale lembrar que até 2012 o uso do novo acordo é facultativo.


Qual a expectativa para próximas publicações?
Esse ano lançarei o livro “Revelando o oculto (Histórias reais)”, na seqüência , um livro de poesias e o livro do misterioso mago, que será um romance. Paralelamente, sempre participo de antologias.


Para aqueles que estão com a revista em mãos e que desejam se tornar escritores um dia, qual a dica?
É preciso acreditar nos sonhos, ter perseverança, buscar oportunidades, ler bastante, estudar, procurar melhorar e se aprimorar a cada dia, ter humildade e, ao mesmo tempo, acreditar no seu potencial. Também acho importante ter um conhecimento profundo sobre si próprio, sobre o humano, sobre aquilo que os olhos não captam, mas o coração sim. Para ser escritor, mais do que correr atrás dos sonhos, é preciso caminhar lado a lado com eles.